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<div class="span index">1</div> <span><a class="" data-remote="true" data-type="html" href="/series/know-what-you-see-with-brian-lowery">Know What You See with Brian Lowery</a></span>
The “Know What You See” podcast delves into the ways our fundamental need to connect with others profoundly shapes our experience of life. On each episode, through conversations with experts and people just trying to make sense of it all, Brian Lowery takes a journey of exploration—answering and raising questions to deepen our understanding of and appreciation for the often surprising, sometimes perplexing, and now and then transcendent lives we create together.
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Buscando encontrar soluções para os problemas sociais, iniciando os debates a partir do ponto de vista do preto. Sempre com comentários aleatórios sobre fatos estapafúrdios feitos por gente ordinária através de opiniões irrelevantes. Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support
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Na nossa conversa ordinária semanal vamos reunir nosso coletivo para debater e buscar entender se é possível aquilombar-se em espaços de ódio? Diante dos fatos recentes, vamos discutir se podemos nos sentir pertencentes a um grupo quando o mesmo é formado por indivíduos autocentrados, em busca de afirmação contínua e buscando impor suas vontades aos demais membros. Como podemos agir para fugir do ideário do preto monolítico ao qual a sociedade dispensa apenas dois papéis: o do capitão do mato e o do preto cordato? Como lidar com a desqualificação recorrente dos nossos discursos e posições? Principalmente quando isso se dá entre nossos pares, como se houvesse um ranking de quem é mais preto ou que nossas experiências precisassem de validação exterior para que tenham a mínima relevância em uma estrutural social racista, onde somos rechaçados paulatinamente? Como não cair na armadilha social criada pelo lugar de fala e não se tornar o senhor da razão e única pessoa com autoridade para falar de assuntos e ignorar a opinião alheia? E como criar um ambiente salutar, na era do bullying e das redes sociais, quando o egoísmo e o narcisismo dominam a sociedade? Muitas perguntas? Então vem com a gente tentar encontrar as respostas. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
Para marcar a volta do Conversa Ordinária para esse ano de 2021, escolhemos o dia de Iemanjá. Não por uma questão religiosa, mas sim por uma questão de identidade cultural e forma de mostrar como os símbolos negros, apesar de demonizados, são fundamentais na construção sociocultural desse país. Mesmo para o pentecostal carioca, o dia de São Jorge é importante para sua formação e definição como indivíduo. “Nossa Conversa Ordinária mudou”... essa frase é corriqueira dentro do nosso coletivo. E que bom que mudamos! 2021 chegou, o ano mudou, mas se não promovermos mudanças pessoais, não nos permitirmos a transformação... nada vai mudar! Em 2020, no inicio do projeto Conversa Ordinária tínhamos como meta encontrar “soluções para os problemas sociais a partir do debate do racismo”, tá escrito lá no nosso manifesto. Mas dentre as inúmeras lições que aprendemos em 2020, a principal foi compreender que buscar essas “soluções” era pular uma fase importante: o caminho! Mais importante que descobrir onde chegaremos ... é o caminho (ou caminhos) que percorremos! Ver a beleza de sentir, se afetar, aprender e desaprender com todos os processos e pessoas que cruzam esse caminho. Foi o que fizemos no Conversa Ordinária em 2020, pela troca com os convidados, por escutar os potentes relatos com cuidado e atenção, e reconhecer nas inúmeras propostas para a luta antirracista que não existe uma solução, existem caminhos, existe uma rica pluralidade preta, existe força na ancestralidade e também no afrofuturismo... passado, presente e futuro nos lembram que a maior prova de resistência preta é justamente nos manter vivos, produtivos e atentos ao nosso apagamento. Nosso 2021 começou com mais uma criança preta perdendo a vida por uma bala “perdida” no Rio de Janeiro... uma bala que tem um “caminho” muito mais complexo que a trajetória do projétil feito por qualquer pericia policial. A estrutura racista sempre nos lembra, da maneira mais violenta possível, que nossa existência é incômoda, descartável e superficial para a branquitude colonial. O caminho do ódio e da raiva, para combater esse embraquecimento genuíno, precisa ser respeitado e aceito como uma resposta visceral à violência diária que pretes vivem no cotidiano. Mas existem outros caminhos pra além da raiva e ódio... que também são válidos na luta antirracista! O caminho do afeto, o caminho aberto pelo poder do sorriso, o caminho do diálogo... o caminho fruto de transformações sociais! Potencializar nossos saberes pra além de qualquer forma de silenciamento da estrutura.... o orgulho preto! Orgulho de sermos fotógrafos sensíveis, cozinheiros ou cozinheiras que ensinam e aprendem sobre a cultura afro-brasileira, cantoras que encantam com poesia e vozes marcantes, professores que ensinam sobre protagonistas pretos e outras narrativas históricas, artesãs que pensam a moda preta e a ancestralidade, pretes com a consciência e orgulho de seus cabelos, roupas, acessórios, crenças, discursos e imagens. Temos direito a existir plenamente e exercer nossa cidadania... ter apoio para nossa saúde mental, tempo e espaço de lazer, sermos agentes e consumidores de cultura de todas as esferas. Ganhar visibilidade sendo ultramaratonista, cervejeiro, ilustrador ou ator circense que leva sorriso pra todo e qualquer lugar. Que em 2021 nós possamos nos alimentar de nossa pluralidade e usar o orgulho preto como um caminho possível para combater o racismo. Aprender a ouvir, trocar e nos transformar. Nossa Conversa ordinária mudou e vai mudar... vem com a gente! A partir dessa discussão vamos debater nossa identidade como indivíduos e coletivo, abrindo caminho para o nosso ano de 2021 Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
“O Rio é muito grande e o povo quer teatro na porta de casa. Teatro fixo poderá satisfazer uma parte, mas não todos. Para que, de modo geral, fiquem satisfeitos é necessário que o pavilhão vá a todos os lugares, em toda a parte.” Assim pensava Benjamin de Oliveira, ator, escritor, o primeiro palhaço negro do Brasil e o criador do circo-teatro brasileiro. Não subestime o poder de uma boa gargalhada... e não perca nosso próximo convidado na Conversa Extraordinária: Jessé Cabral. O lúdico como instrumento de transformação social e a arte circense como caminho para inclusão...são algumas das facetas desse ator, palhaço, escritor e compositor. Co-fundador da Cia. Artística Sol sem Dó e da Pé na Gira, Jessé é pai de 3 meninas e parceiro e companheiro de Leticia Lisboa, com quem também dividi a cena na pele dos palhaços Ambroxol e Neca de Catibiriba. O primeiro artista atuante de sua família, Jessé começou sua carreira como ator. Mas a palhaçaria surgiu como um caminho inspirador... e nos intervalos dos seus plantões, quando trabalhava na área de farmácia, no almoxarifado de alguns hospitais de Duque de Caxias, voltava para lá para fazer um trabalho voluntário com uma máscara de palhaço. Inspirado em Patch Adams e nos doutores da alegria, buscou se especializar em palhaçaria, e sua trajetória passa pelo curso Eslipa no Rio de Janeiro e uma temporada no circo de teatro Tubinho, em São Paulo. Assim como a reflexão de Benjamim de Oliveira, a arte de Jessé está sempre em movimento...trabalhando como palhaço nas ruas, com espetáculos e cortejos, assim como em trens e ônibus. A Cia “ Sol sem dó” promove encontros locais, em Duque de Caxias, de artistas populares, com oficinas e apresentações... trazendo um importante protagonismo circense e da arte de rua para a Baixada Fluminense. Uma conversa sobre a arte da palhaçaria, sobre os desafios da paternidade (típica e atípica) e a inclusão por meio da arte, sobre sua parceria inspiradora na vida e na arte, com a Leticia, na busca pelo equilíbrio e pela construção coletiva. Enfim... sobre a potência da arte de rua! Como nos ensina Milton: “Todo artista tem de ir aonde o povo está.” Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
São Luiz do Maranhão é uma cidade de muita história e com importância fundamental na formação cultural e social dos pretes brasileiros. Desde a luta abolicionista de Dona Adelina charuteira, passando pela literatura contestadora de Maria Firmina dos Reis, toda a ancestralidade contida na tradição do bumba meu boi de Pai Francisco, o reggae dançado colado vindo das ondas curtas do mar do Caribe e todo o esplendor da rainha Alcione. E no meio dessa ebulição constante de resistência e protagonismo negro emerge o nosso convidado dessa semana. Em seus 10 anos de carreira, Yhago Sebaz vem misturando soul, blues, hip-hop, samba, funk... E tudo com uma roupagem pop e urbana para, em suas próprias palavras, "refletir a negritude sob o olhar de um artista que não esconde quem é", e traz consigo toda essa efervescência cultural de São Luiz. Crescendo no teatro e na dança e tendo despertado sua paixão para a música na adolescência, Sebaz já foi atração de festivais como o BR135 e da Parada LGBT 2019 e ganhou destaque em diversos veículos de comunicação e vem de uma fantástica apresentação em uma live feita em sua casa junto a sua banda, onde apresentou diversas músicas do seu mais recente trabalho Meio amargo, incluindo covers como Você me vira a cabeça da Marrom. Siga o Yhago Sebaz no Spotify e no Deezer Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
Segundo o geógrafo Milton Santos “a força da alienação vem da fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une.” Nesse ano desafiante pra todos nós, a internet vem se tornando o meio de comunicação primordial das nossa relações públicas e privadas... e essa realidade virtual opera tanto para causar essa alienação, quanto para promover união e conexão de indivíduos e coletivos. Essa “sociedade em rede” tem uma complexa trama de tecnologias, estratégias e algoritmos por trás de atraentes discursos e imagens... e para nos ajudar a entender esse emaranhado de fluxos, nós e conexões vamos receber uma potente dupla na nossa 40a Conversa Extraordinária: Fernanda Carrera e Beatriz Polivanov Numa potente parceria preta e branca, Fernanda e Beatriz ministraram a disciplina "Interfaces entre tecnologias, raça e gênero" no Programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Fernanda Carrera é professora da Escola de Comunicação da UFRJ, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF e do Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia da UFRN, além disso é líder do LIDD - Laboratório de Identidades Digitais e Diversidade (UFRJ). Pesquisa raça, gênero e cultura digital. Beatriz Polivanov é professora do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFF e coordena o grupo de pesquisa MiDICom: Mídias Digitais, Identidade e Comunicação (UFF/CNPq). Uma conversa sobre a relação entre tecnologias digitais e discriminação de raça e gênero, contextualizando sobre o apagamento de sujeitos não normativos em suas relações com o desenvolvimento de aparatos tecnológicos contemporâneos. Muitas vezes percebidos como neutros e objetivos, algoritmos e outros mecanismos de automação e de inteligência artificial podem ser agentes potentes de reforço a sistemas de opressão, ajudando a construir e fundamentar as estruturas da desigualdade social. É possível outros caminhos de conexão, relações de afeto e coletividade estabelecidos à margem do sistema que opera por algoritmos? A sociabilidade das redes pode ser real ou viveremos numa eterna busca por likes e seguidores? Vamos debater juntes... na próxima Conversa Extraordinária! Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
“O Brasil não tem povo, tem público." Essa frase foi escrita por Lima Barreto, em tom de ironia, para tecer uma critica ao surgimento da “república” sem qualquer participação direta do povo na sua construção. No mês da consciência negra, e de eleições municipais, essa critica pode ser interpretada como um grito de alerta, um caminho para conscientizar a participação efetiva da população preta também nas esfera política, na esfera onde as decisões são tomadas e as leis são discutidas. Lima Barreto, autor preto, lutou contra inúmeras injustiças sociais ao publicar/denunciar, nas suas obras, os privilégios de classe, e também colocar em pauta as questões raciais. Sofreu na pele as opressões da estrutura, mas criou, como escritor, protagonistas e personagens pretos. O Brasil foi colonizado por brancos europeus... que dizimaram milhares de indígenas, trouxeram, à força, do continente africano, uma imensa população preta que foi escravizada e morta. Basicamente esse é o início da História do Brasil que nos é contada nas escolas, uma história embranquecida. Mas se pararmos pra refletir, essa história é contada do ponto de vista do colonizador... e não do colonizado. Para falarmos um pouco sobre as histórias contadas de outros pontos de vista...no próxima Conversa Extraordinária receberemos Diego Rogério. Criado no Morro do Jorge Turco, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Diego é formado em história na Universidade Veiga de Almeida, e atualmente é professor na rede privada. Pesquisa as relações entre a história da população negra nos Estados Unidos, os movimentos por direitos civis e o personagem Pantera Negra. O contexto da criação do personagem, da indústria do entretenimento e a pavimentação do caminho para o premiado filme. Vamos conversar sobre a importância de professores de história pretos, sobre a representatividade e protagonistas pretos que ultrapassam as páginas dos livros e dos quadrinhos... para ocupar o imaginário e construir identidades com potência e orgulho. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
O caso George Floyd foi emblemático para o surgimento, em efeito dominó, de inúmeras campanhas, estratégias e discursos antirracistas nas mídias... tanto nas redes sociais quanto nos veículos de imprensa mundiais. Um ato racista, de violência explicita, foi registrado em vídeo e “viralizado” nas redes. Pra além da discussão sobre a insensibilidade humana de registrar em vídeo um ato covarde e violento, ao invés de agir em defesa de outro ser humano, o doloroso vídeo se tornou símbolo do racismo violento e genocida que a população preta sofre diariamente em todos os cantos do mundo. George Floyd se tornou símbolo da luta, que já era travada há muitos anos, nas quebradas, favelas e periferias... mas essa luta encontrou nos “holofotes” das redes um lugar potente para ganhar visibilidade e força. Como diz a canção de Gil Scott-Heron: “A revolução não será televisionada”, mas enquanto vivemos dias duvidosos no meio de uma pandemia, por que não usar as estratégias da estrutura que nos oprime para resistir, lutar e existir?! O mundo dos esportes entrou de cabeça nesse movimento antirracista de luta, conscientização e resistência frente às investidas da estrutura branca capitalista... e nosso próximo convidado da Conversa Extraordinária, Flávio Bandeira, falará um pouco sobre o protagonismo preto de Lewis Hamilton no embranquecido universo do automobilismo. Jornalista, 35 anos, Flávio é mestrando em comunicação social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde a sua dissertação relata a história do automobilismo brasileiro, e tem debatido a presença do negro na modalidade. Além disso também é produtor do podcast Guaíba 300 Por Hora, da Rádio Guaíba de Porto Alegre. Uma conversa sobre a representatividade como estratégia de combate ao racismo, sobre a presença preta nos esportes (principalmente no automobilismo), sobre a importância de jornalistas pretos na área de esportes para destacar os relatos e a potência da trajetória dos atletas. Na onda de Gerson King Combo em “Mandamentos Black”...”Amar como ama um black! Andar como anda um black!”: vamos pilotar, produzir, narrar... com orgulho black! Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
“Cria da comunidade Esperanza, Ludmila Gonçalves já carrega em sua história uma verdadeira batalha pela vida. Ela é sobrevivente do que ficou conhecido como Escândalo das Clínicas, em que moradores da comunidade morreram ou desapareceram após consultas em clínicas populares financiadas por entidades filantrópicas particulares. A vida de Mila fica ainda mais conturbada quando, diante de uma criatura chamada TREVAZ, seus poderes eclodem. (...) Mila dá lugar a LUME e assume a missão de trazer luz para um mundo que insiste em nos manter na escuridão.” Ludmila é uma representatividade incrivelmente verossímil com as “heroínas” pretas que batalham diariamente contra as inúmeras opressões da estrutura nas periferias das grandes cidades. Esse é um trecho do HQ “Eu sou Lume”, obra assinada pelo nosso próximo convidado do Conversa Extraordinária, PJ Kaiowá. Profissional atuante há 14 anos nas áreas de quadrinhos, storyboard, ilustração e direção de arte com serviços prestados à nomes como Legendary Comics, Capcom, Warner, Dark Horses Comics e Devils Due Comics. A história em quadrinhos é, na grande maioria das vezes, o primeiro contato de crianças com o mundo da leitura. As mensagens trazidas pelas HQs são poderosas... as primeiras concepções de mundo para muitos jovens. A arte de combinar elementos visuais e textuais com referências culturais e cotidianas acionam campos afetivos diversos, e quando o personagem da estória se encaixa no seu modelo de representatividade, o herói se aproxima do leitor. Além da HQ “Eu sou Lume” que destacamos acima, outros trabalhos autorais de PJ são TRATO SUJO, CARNÍVORA e MUITO PRAZER. LIA. Seu Trabalho também estende-se ao audiovisual na produção de storyboard e artes conceituais de cenários e figurino como no filme "PRINCESA DA YAKUSA", longa metragem do diretor Vicente Amorim (Motorrad). Ainda no audiovisual, trouxe a vida o seu primeiro curta-metragem: MAÍRA POXY, onde escreveu, produziu e dirigiu. Uma experiência renovadora que permitiu adaptar todo o seu conhecimento em dinâmica dos quadrinhos e sua funcionalidade à estrutura cinematográfica. Mais importante que contar uma história... é como contamos a história não é verdade? Então conheceremos um pouco mais da trajetória desse multifacetado artista... uma conversa sobre o universo do HQ, representatividade, orgulho preto e a busca pela cultura pop que nos conecta e nos fortalece. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
“Era preciso ajudar a construir a história dos seus. E que era preciso continuar decifrando nos vestígios do tempo os sentidos de tudo que ficara para trás. E perceber que, por baixo da assinatura do próprio punho, outras letras e marcas havia. A vida era um tempo misturado do antes-agora-depois-e-do-depois-ainda. A vida era a mistura de todos e de tudo. Dos que foram, dos que estavam sendo e dos que viriam a ser.” Esse é um trecho retirado do romance Ponciá Vicêncio de Conceição Evaristo (2003)... ele nos mostra a força da ancestralidade para o reconhecimento da identidade e o entendimento de que a existência de um corpo preto é uma construção, uma estória... e de que é preciso manter viva na memória a força de quem já lutou por nós. Ancestralidade e religiosidade são as maiores expressões de resistência do corpo preto na estrutura branca racista que insiste em promover o apagamento de sua real história. Nossa próxima Convidada na Conversa Extraordinária, Renata Segatto, irá nos falar um pouco sobre a potência do corpo-terreiro em movimento, da luta para manter vivas as religiões de matriz africana... corpos pretos cheio de estórias, identidade e resistência. Rebenta ibeji, nascida em Vitória-ES, Renata desde então está em trânsito por muitas cidades que a compõe. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, atualmente é mestranda em Urbanismo no Programa de Pós-graduação da Universidade Federal da Bahia e integrante do grupo de pesquisa EtniCidades. segue apostando na contracolonialidade para pensar o corpo, a cidade e os saberes através da prática de terreiro e da ancestralidade, compreendendo o urbanismo a partir de sua estrutura racial ou reprodutor de um processo colonial ainda vigente. Pesquisa a relação de coexistência de vida e morte na produção das cidades, através dos seus trânsitos entre Vitória (ES) e Salvador (BA), assim como dos terreiros e cemitérios. Falaremos sobre ancestralidade, religiosidade e identidade. Um papo sobre o que foi, o que é e como será a (re)existência de corpos pretos na cidade. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
O corpo preto em si já é uma ferramenta de protesto. A sociedade como um todo trabalha para que sejamos invisibilizados e formatados de acordo com as determinações das estruturas dominantes. Em nossa jornada de sobrevivência e resistência passamos por inúmeras dificuldades para conseguirmos expor nossas identidades, resgatar nossa ancestralidade e expor nossos valores. A estética como ferramenta de formação de identidade é vista de maneira enviezada pela sociedade que busca nos formatar através de uma estética que não nos representa e fecha portas para que possamos nos expressar de tal maneira, criminalizando, achincalhando ou se apropriando e esvaziando os significados de nossa estética. Nessa conversa ordinária vamos debater a importância das roupas e acessórios na formação da identidade visual dos corpos pretos, buscando entender a sua importância na formação de nossa identidade, na transmissão de nossos valores e os desafios aos quais somos expostos diariamente ao assumirmos uma estética que nos pertença. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
“No fundo, a Fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa”... escreveu Roland Barthes. Para o nosso próximo Convidado do Conversa Extraordinária, Julio Tio Verde, a fotografia é uma ideologia de vida, a maneira como ele enxerga o mundo. Com fotografias captura o lado mais humano e mais transformador do skate e da cena urbana carioca. Nascido e criado no Méier, zona norte do RJ, tirou sua primeira foto profissional em 1977... e trilhou o caminho da fotografia voltada para o esporte, tendo seu foco principal o universo do skate. Sua trajetória na fotografia se confunde com a estória do skate no Rio de Janeiro. Desde a década de 80 Tio Verde se insere nos principais meios de comunicação especializados, com a cobertura de eventos e campeonatos, com fotos publicadas na Revista de Domingo do extinto Jornal do Brasil, na Revista Tribo Skate e no portal da WCS (World Cup Skateboarding). Atualmente é sócio fundador de um dos portais especializados mais visitados do skate, o Skatenaweb.com, e é fotógrafo oficial da marca Dreamin’ Skateboard. Já teve três exposições solo, com destaque pra sua primeira, “Memórias de Impacto – 35 anos de skate no terraço do Imperator”, que estreiou no dia do aniversario do bairro que nasceu e morou a vida inteira. Fotógrafo da CBSK (Confederação Brasileira de Skate) e também da SLS ( Street League) etapa São Paulo para a organização do evento em 2019, Tio Julio participou da organização de diversos eventos relacionados ao universo do Skate pelo Brasil. Mais que um fotógrafo, Tio Julio é um agitador cultural, trabalhando desde a captura de momentos inesquecíveis de grandes nomes do skate, na linha de frente de ações sociais e projetos filantrópicos... até o lançamento de um tênis, e hoje uma cerveja, com o seu nome. Congelado mesmo só os registros incríveis que faz com sua camêra, porque sua vida é estar sempre em movimento! Uma conversa sobre o universo do skate, o esporte como o instrumento de transformação social e os desafios que surgiram nessa intensa trajetória. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
Essa semana se celebra o dia do professor, e nossa próxima conversa ordinária será uma merecida homenagem para essa potente profissão. Qual o papel dxs professorxs pretxs na nossa sociedade estruturalmente racista? Qual o caminho que homens e mulheres pretos e/ou periféricos percorrem para chegar no magistério? Por que ainda é tão raro termos professorxs pretos nas escolas e universidades? Esses questionamentos já nos levam a trilhar um caminho de reflexões que nos levará a pensar a educação como “prática da liberdade”. No livro “Ensinando a Transgredir: a educação como prática da liberdade”, bell hooks faz um ensaio relatando suas experiências como professora nos EUA. “Para Hooks, ensinar os alunos a “transgredir” as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor.” Para o educador Paulo Freire o papel do professor é estabelecer relações de troca e diálogo de ensino e aprendizagem, um “encontro democrático e afetivo, em que todos podem se expressar.” Para Freire o educador se forma permanentemente na prática e na reflexão sobre a prática, buscando ultrapassar os limites de um ensino mecânico e buscando alcançar um forma crítica de compreender, de ler e reconhecer o mundo à nossa volta. Em uma sociedade estruturalmente racista e com ambientes de ensino embranquecidos, é urgente refletirmos na trajetória de pretxs ocupando os lugares sociais de estudantes ou professorxs, a fim de buscar caminhos para desconstrução das relações raciais na sociedade por meio da educação. Um exemplo de trajetória desafiante é o caminho percorrido por Lélia Gonzalez, filósofa, antropóloga, professora, escritora, intelectual, militante do movimento negro e feminista. Lélia era a penúltima de 18 irmãos. Mineira, com mãe indígena, que era doméstica, aprendeu o poder da independência. Se mudou com a família para o RJ, e foi trabalhar como babá. Posteriormente se graduou em história e filosofia, exercendo a função de professora da rede pública. Continuou sua trajetória acadêmica com metrado, doutorado, se tornou professora universitária e ocupou cargos de chefia. Quando os pretxs ocupam um lugar na academia, em escolas e também em cargos de chefia dentro de ambientes de ensino, conquistam um espaço social em muitas dimensões. A docência é um caminho de transformação, e pra além disso é um espaço de disputa de poder, de disputa de narrativas... e ocupá-los é um ato de resistência! Angela Davis, famosa filósofa americana, é um exemplo emblemático de como a permanência de corpos pretos na universidade incomoda. A primeira penalidade que sofreu por sua associação com o partido comunista americano e com os Panteras Negras, foi sua demissão do cargo de professora de filosofia da Universidade da Califórnia... e posteriormente, depois da prisão, Angela se tornou uma destacada professora de história, estudos étnicos, estudos femininos e história da consciência em diversa universidades. Um importante professor e intelectual preto se destaca: Milton Santos. Teve, como todos os pretos na estrutura educacional embranquecida, uma trajetória atravessada por questões racistas, mas que não paralisaram seus movimentos para se tornar um emblemático intelectual. Milton carregava nas suas ações e palavras a certeza de que o poder da transformação estava na periferia, e que a educação deveria ressaltar a importância de questionar, pensar diferente mesmo que isso confrontasse uma ideologia dominante branca. Em uma de suas palestras ele afirmou que “a luta dos negros só pode ter eficácia se forem envolvidos todos os brasileiros: Não cabe só aos negros fazer essa luta. Ela tem que ser feita sobretudo por todos.” Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
“Todas as revoluções que eu desejo começam em mim.” Essas palavras potentes e inspiradoras de Ryane Leão descrevem perfeitamente a incrível trajetória da nossa próxima convidada no Conversa Extraordinária: Ana Luiza Matos. Estar sempre em movimento e buscando o seu melhor é o que move essa premiada atleta carioca. Moradora da Cidade de Deus, Ana veio de uma família humilde, e tem na mãe uma verdadeira inspiração de mulher batalhadora. Percebeu que o movimento era seu combustível essencial na vida, e aos 24 anos, como técnica de enfermagem, trabalhando como cuidadora, começou uma reeducação alimentar e atividades físicas para tentar um concurso dos bombeiros. Descobriu sua grande paixão: a corrida de rua. Ana se tornou ultra maratonista. A primeira prova de rua foi em 2007: 21 kms. Muitos outros desafios surgiram pela frente, como a primeira prova internacional (Portugal, 281 kms) , na qual foi convidada com inscrição e hospedagem, mas sua participação só foi possível por conta de uma vaquinha online e com a ajuda de muitos amigos. Toda esse poder da coletividade valeu a pena... se tornou a primeira mulher brasileira a completar a prova e ficou em segundo lugar no geral feminimo. Muitas outras corridas e desafios vieram, mas com o apoio incondicional da família colecionou conquistas. Sempre em movimento e movida pela sede da transformação, com 42 anos partiu pra mais um desafio: cursar sua primeira graduação, educação física. Atualmente Ana faz estágio na Vila Olímpica do Mato Alto, na zona oeste do RJ, e trabalha principalmente com crianças e jovens com deficiência e com a população idosa. E mesmo com tantos desafios novos, não deixa de treinar um só dia! Uma conversa sobre o poder da transformação social vindo das atividades físicas, a coletividade social como instrumento de luta e os desafios de uma mulher preta periférica como estudante e atleta. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
O título e a ideia central do nossa próxima Conversa Ordinária teve como base a canção “Olhos Coloridos”, famosa na voz marcante da cantora Sandra de Sá, e que se tornou símbolo do orgulho preto no Brasil. Macau, autor da música, a compôs na década de 1970, após um episódio de racismo violento que sofreu e acabou até o levando a prisão. Ofensas sobre seu cabelo, sua roupa e sobre onde ele morava... fizeram Macau compor, em tom de desabafo, essa canção que traz uma mensagem importante: a exaltação da identidade preta! O cabelo, para a população preta é muito mais que uma questão estética... é uma questão de representatividade, de orgulho da sua ancestralidade e do reconhecimento de sua potência. O cabelo crespo significa portas abertas para transformações mais profundas, uma mudança na autoestima e em como o prete se enxerga no mundo. Se refletirmos sob o ponto de vista histórico, a aceitação de pretes nos espaços sociais, culturais e de mercado de trabalho, eram totalmente influenciados por padrões estéticos brancos. Não é à toa que muitos alisavam seus cabelos para se sentirem aceitos na sociedade estrutural racista e branca. É muito comum escutarmos relatos de mulheres pretas, amplamente oprimidas por diversas facetas estruturais, de quão doloroso era o processo de alisar seus cabelos crespos... dói não ter a liberdade de ser quem você é! O debate e as reflexões sobre a potência vinda da expressão corporal de pretes têm ganhado relevância. E para combater o racismo e as violências diárias sofridas, é preciso trabalhar a autoestima desde a infância, quando geralmente começam a insegurança e os ataques racistas mais perversos. Um exemplo interessante é o livro infantil da bell hooks, “Meu crespo é de rainha”, onde ela aborda, de forma delicada e poética a diversidade, beleza e afetividade vindas do cabelo crespo. O processo de retomada da autoestima para os pretes mais velhos passa pelo processo de transição capilar. Um processo difícil, doloroso, e que geralmente, encontra a força no aquilombamento. Tranças, black power, twist, dreadlock, canas... o cabelo afro vai além da estética, eles trazem mensagens, identidade, um complexo sistema de linguagem. Aceitar a beleza natural dos cabelos simboliza a resistência do corpo preto e o resgate de sua diáspora. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
Gastronomia, alimentação e interseccionalidades são ingredientes que não podem ser experimentados separadamente. Pensar nas relações de gênero, raça e classe, no diálogo entre gastronomia e alimentação, é o único caminho possível para pensar na gastronomia baseada nas “afrobrasilidades”... afirma nossa próxima convidada do Conversa Extraordinária Lourence Cristine. Lourence é Bacharel em História pela UERJ, graduada em Gastronomia pela UFRJ, mestra em história das ciências e da saúde pela Fiocruz e doutora em alimentação, nutrição e saúde pela UERJ. Atualmente é pesquisadora sobre alimentação e religiosidade de matriz africana e alimentação afro-brasileira, e professora de gastronomia e nutrição da Universidade Estácio de Sá. Mãe da Carolina Maria, filha de Iemanjá, poeta e escritora. Sua trajetória parte da perspectiva de um processo pessoal de enegrecimento. A negritude muito mais que um tom de pele... é fundamental que se veja a cor, demarque a diferença... mas essas diferenças não impossibilitam a coexistência, conviver harmonicamente buscando a maneira mais igualitária possível. O reconhecimento das particularidades dos indivíduos é fundamental para o autoreconhecimento... O que é ser negra numa sociedade estruturalmente racista? Lourence traz reflexões descolonizadoras sobre as raízes da nossa alimentação/gastronomia, mostrando o papel fundamental dos negros na alimentação e o consequente apagamento de determinados grupos sociais pela branquitude, uma colonialidade que distorce e minimiza a importância dos povos originários. Podemos pensar e construir uma gastronomia antirrascista? Em primeiro lugar é preciso ouvir e buscar outros saberes. Vamos juntos na nossa conversa com Lourence conversar sobre branquitude, gastronomia, ancestralidade e a potência das afrobrasilidades... descobrir como podemos pensar a gastronomia por um olhar decolonial. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/conversaordinaria/support…
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